domingo, 8 de maio de 2011

Tempo Verbal

    Pretérito perfeito não existe (é só mais uma das maldades/mentiras/imperfeições da gramática). Mais-que-perfeito então é ironia dela (sempre ela.. a gramática. Menina má) que ri quando alguém tenta conjugar o dito. Tudo que foi passado tem algo que deveria (ou não deveria?) ter sido conjugado. Um aperto de mão que era para ter sido um abraço, um abraço que era para ter sido um beijo, um beijo que era pra ter sido algo mais. 
     Presente realmente é dado e/ou ganhado. Não se compra um presente, compra-se coisas, objetos. Da-se ou ganha-se presentes. Presente é inesperado, tão inesperado que ele mesmo nunca espera nada nem ninguém. Acontece por si só. Orgulhoso, se acha a sensação do momento. Mas (Como todo orgulhoso) passa rápido, e ,em um piscar de olhos, se torna passado (imperfeito, como há de se ressaltar).
     Futuro é o fruto do que se foi dado e/ou ganhado no presente. Como todo fruto, nunca se sabe se vai vir doce, amargo ou bichado. A este sim pode-se adjetivar como perfeito. Quem sabe né? A depender do sujeito da 'oração' (se a 'prece' for mesmo boa) talvez Deus manda uma chuva e a colheita vinga. 

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